terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Necromancer

E então...
Abracei meu coração sangrando
Meus sonhos, que morriam com cada lagrima solida
Sem você todas as coisas pareciam frias
E por eras essa tristeza me consumira

Os olhos do carniceiro
A triste feiticeira rezando pela noite
Igualmente embebedados
Por um trágico amor
Que consome seus corações

"Lagrimas do entardecer, sorria para mim manha pálida"
"Lua negra que  sobe aos céus, luz gélida em meu rosto"
"Caminhe comigo, encantado pelo som dos ventos"
"Toque meus sonhos, e quebre o arco-iris intangível sobre nós"

O cáminho de cada sonho turvo
Belezas exaltadas enquanto sangra meu coração
Enquanto tu pertenceres a mim
Tua alma estará sepultada aqui

"Esvaneçam lagrimas de poeira, deixem-me para sempre"
"Corra de volta para minhas estrelas, cadentes de tua voz!"

Liberte tua mente do tormento eterno
Longincuo final para narrar
Lamentos que petence a minha bela
A minha eterna rainha da Lua

Sorria enquanto tudo se tranforma
Forma da besta a te observar
Pilastras de sonhos a construir
Um eterno mal a se moldar

"Lagrimas do entardecer, sorria para mim manha pálida"
"Lua negra que  sobe aos céus, luz gélida em meu rosto"
"Caminhe comigo, encantado pelo som dos ventos"
"Toque meus sonhos, e quebre o arco-iris intangível sobre nós"

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Eternidade

Emerge! Teu eclipse de medo
Um segredo que me assusta
Cordas! Penduradas cruzando
Dois mundos diferentes
Caindo! Do lado certo, fingindo
Saber de tudo que não acredita
Pendurado! Em uma duvida súbita
Que se nubla rápido


Emerge! Um clandestino risonho
Defendendo a loucura que nega
Cordas! No picadeiro para o show
Que todos aguardam com temor


"Veste tua vida com trapos
E fura teus olhos oblíquos"


Que os ventos levem 
Todos os segredos
Da vida de sinas


Eu posso olhar para todos antes de ir
Uma vida curta 
Para me dar a eternidade errada
Com seus campos secos
E estradas inacabadas
Me ordeno seguir
Sem ter onde fugir 

Carezza Icy

Todas as crianças estão chorando
Todas estão andando
Com tristeza em seus olhos
Procurando por uma luz
Que está alem, muito alem

"Nos Daremos as mãos em um adeus eterno
Presos em uma liberdade
Que nos mantem unidos
E para sempre trancados"

Força para girar a terra
Sufocado como se estivesse sobre mim
Prove que os caminhos turvos
Me levaram a um lugar bonito
Mostre onde os olhos se abrem de novo
E tire do meu peito
O que enterraram ali

"Nós  cantaremos essa solidão em comunhão
Até que reste apenas o fim
Para a solidão se sentir unica
E para sempre livre"

Tente libertar meu coração
Ele grita nas sombras
Que o aguardam sem um sorriso

"Sonho congelado, pássaro abatido
Abra tuas asas para voar
E deixe que sejam cortadas
No ar"

Tão perto de saber
Tão longe de ver

Do meu ventre a luz eterna
Lagrimas que não caem
Por um coração morto
Que repousa junto ao meu

Que eternamente durmam em paz...

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Emaculada

Escolha meu pequeno mundo de caos
Tortura minha mente se for assim
Pele ferida por não ter arrependimentos
Machuque meus curativos de perto

Me marque com teu ódio
Eu sinto-o crescendo
Estupre meus olhos com tua beleza
Aponte teus desejos para os meus anseios

Demoníaco, e tão profundo
Sedutor, e tão profano

Deixe-me tocar teu divino
Sentir o gosto que tu guarda
Emaculada encontre em mim
O que falta em ti

Demoníaco, e tão profundo
Sedutor, e tão profano
Cura Deus as minha dores
Cura Deus as minhas dores

Sucumba a mim, me de teu coração
Leve meu resto de sanidade
Toda sua inocência...
Se perdera

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Salve Rainha

Uma alma que jamais soube
O caminho que andou
De joelhos pede perdão
Salve Rainha...
De-lhe a gloria do Pai
Salve Rainha!

Caído, suas mãos espalmadas
Sorrindo por toda sua culpa
tentando achar uma forma
De levar a dor embora

Que por mil vidas eu clame
Que por minha alma eu sangre
Se minha tristeza for minha cura

Uma alma que jamais soube
O caminho que andou
De joelhos pede perdão
Durma em teu leito
Até ouvir o teu
Salve Rainha!

Que o clamor te tranque
E que tua sentença seja tua devoção
Fraqueza para quem deseja força
Tristeza para quem destruiu a felicidade

Dê-me tua mão
Levanta-te para o fim
Brilho de prisma no jardim
Para quem não soube
Para quem te condenou...

Uma alma que jamis soube
A dor que causou
Não se ajoelha e pede perdão
Salve Rainha!
Estenda-lhe a mão
Salve Rainha...

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Manequim

Prove meu sabor e diga do que sou feito
Seque teus olhos, e olhe nos meus
Antes de dormirem perguntem por mim
Tua mão treme de incertezas
Eu vejo com clareza
Poque não louvam tua beleza

E se o mundo cresceu de mais para você
Eu te levarei mais alto

Meu jarro quebrado
Venha para casa me visitar
Torna-te a linha da verdade
Uma cicatriz triste
Tão tênue que nem posso ver

Se as sombras te assustam
Escute elas e vera
Que mesmo que não agora
Em sua hora saberá
Que a verdade estava errada
Por isso foi trancada

E todos viram quando o grande leão se virou
E sua juba brilhou
Todos o temiam, e ele dormiu
Sobre a sombra que descia
Do grande lago oculto

Arcangelus

Nem mesmo as rédeas de ouro
Dos cavaleiros do céu pode prende-lo
Ele imergiu do mar e subiu sobre ele
Uma visão aterrorizante
Mas que me clareou por sua grandeza

"E todos os homenzinhos de antes fugiram
Sob a luz que vinha e voltava"

Na cidade das nuvens nos os vimos lutar
Na cidade do mar nos os vimos rezar
Seus deuses estavam bravos
E os anjos discutiam entre si
Alguns desceram e outros subiram
E os céus caiam

Era como se sonhássemos
Uma guerra divina para a humanidade
Gastando a santidade com milagres
Que faziam os deuses chorarem
E suas lagrimas ardiam como sóis

Nos os deixamos tristes
E eles nos deixaram sós
Toda a culpa destinada a eles
Por confiarem em nós

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Over Blessing

Em um frasco repousavam suas lagrimas
Cintilantes se moviam de la para cá
Como se tivessem algo para falar
Embaralhavam-se umas dentro das outra
Se desfaziam, e voltavam a cintilar

Em uma jaula dormia sua alma
Cansada de lutar ela esperava
Sem esperança para vagar ela olhava
Tentando apenas esperar o tempo a levar
Para na escuridão tornar a repousar

Escondia suas marcas
Para que a verdade doesse menos
Enquanto cantarolava
Requien mortuus anima

Dentro de um baú quebrado
Guardava suas lembranças
E fazia delas um livro das sombras
Pois sabia que ali estavam
E as queria longe de si
Era o que pedia
O que implorava

Para que seus olhos não mostrassem
A solidão de suas lagrimas frias

A tristeza de sua alma sozinha
"Requiem, requiem, requiem"
Cante para mim Deus

Fake Love

Aqueles olhos negros fugiam de mim
Beijo de serpente mortal
Agora o gosto do tempo
Respinga em meu rosto
E minha mente se recusa a dormir

Sobe em meu peito
Uma brisa de gelo
Teus olhos negros brilham aqui

Finja sucumbir a teu sorriso
Ironia debruçada em teus ombros
Cinderela vestida de espinhos
Correndo para o abismo
De sua alegria
Olhe meus olhos de novo

Sob a luz que vem do vazio
Um orgulho falso se posiciona

Doces palavras para contar verdades
Tão reais quanto as mentiras
Se desfazendo em seus olhos
Antes do brilho ir embora